Tudo sobre Loja Virtual e e-commerce

Empreendedores que buscam se reinventar em um cenário de crise e expandir seu comércio viram que a loja virtual é capaz de gerar novas oportunidades de negócios e crescimento.

Pensando nisso, elaboramos este artigo para responder todas as dúvidas sobre as lojas virtuais, e ensinar aos postulantes, técnicas e dicas para criar uma loja de sucesso.

Neste artigo você vai ver:

  1. O que é uma loja virtual ou e-commerce?
  2. Tipos de e-commerce
  3. O que é preciso para abrir uma loja virtual?
  4. Como montar uma loja virtual?
  5. Por que minha loja virtual não vende?
  6. Qual a melhor plataforma?
  7. A importância do conteúdo
  8. Diferenças entre Marketplace e e-commerce

Compartilhe esse conteúdo e ajude mais pessoas que querem lançar uma loja virtual!

O que é loja virtual ou e-commerce?

As lojas virtuais, também conhecidas como e-commerce, são empreendimentos alocados em servidores na internet que realizam a venda de produtos e serviços por meio de canais digitais.

No entanto, muitos se enganam quanto à definição da palavra e pensam que qualquer forma de negócio realizado pela internet é considerado e-commerce.

Existem outras categorias de lojas virtuais, então para configurar um e-commerce é preciso que a loja disponibilize produtos de somente uma empresa.

É isso mesmo, só é considerado e-commerce a loja cujos produtos sejam provenientes de apenas uma empresa, feito em uma plataforma virtual própria e sem a presença de um intermediador no processo.

Sendo assim, os proprietários de e-commerces, em geral, têm mais liberdade para comercializar seus produtos, já que a plataforma em que estão hospedados é totalmente de responsabilidade dele.

Assim, ele pode manipular elementos nas páginas, adicionar extensões e criar campanhas promocionais que o permita atingir níveis e índices de vendas mais altos.

Em 2020, o faturamento do comércio eletrônico mais do que dobrou, chegando a incríveis 122% de crescimento, segundo dados da Câmara Brasileira de Economia Digital e da empresa Neotrust, divulgado pela Folha de S.Paulo. Impulsionadas pela pandemia, as lojas virtuais movimentaram mais de R$ 115 bilhões em 2020.

Os números se mostram atrativos para os empresários que buscam alternativas para fugir do varejo físico tradicional, e para aqueles que pensam em migrar, ou expandir para a internet as vendas de suas lojas.

Tipos de e-commerce

As lojas virtuais cresceram tanto nos últimos anos que se tornou cada vez mais importante definir o ramo de atuação do seu negócio. É por isso que definir o segmento da empresa é fundamental para a estratégia de atuação no mercado.

Existem muitos gêneros de lojas que vendem variados tipos de produto e oferecem serviços diferenciados. Por isso você deve saber exatamente onde quer ir e para quem quer vender.

B2B (Business to Business)

Este tipo de e-commerce é feito por empresas que criam lojas virtuais para vender produtos a outras empresas. Nestes casos, as transações geralmente são feitas entre fabricantes e lojas, ou varejistas com a venda em atacado.

B2C (Business to Consumer)

Modelo mais tradicional de e-commerce, são as lojas de empresas que vendem diretamente aos consumidores finais. É a forma mais comum do mercado e representa a maioria das lojas virtuais.

C2C (Consumer to Consumer)

Esta forma de negócio tem ganhado muitos adeptos no mercado eletrônico. Eles são lojas em que consumidores têm relação direta com outros consumidores por meio de plataformas específicas. Nesta modalidade é excluída a participação de empresas. O Mercado Livre é um exemplo de e-commerce C2C.

C2B (Consumer to Business)

Aqui, o consumidor é quem oferece o serviço ou produto às empresas. Trata-se da inversão do modelo tradicional de negócio e vem progredindo com o avanço tecnológico.

Nessas plataformas, profissionais divulgam produtos de interesse de empresas. Os bancos de imagem, como o Shutterstock, em que os artistas disponibilizam suas fotos para a compra de empresas, é um bom exemplo.

O que é preciso para abrir uma loja virtual

Antes de iniciar sua jornada com uma loja virtual, você precisa definir alguns pontos chave para o posicionamento e a estratégia que seu e-commerce vai seguir daqui para frente.

A primeira de todas é bem simples: definir para quem sua empresa vai vender. Parece óbvio mas este é um erro comum de muitos empresários. Querer atingir a todos, muitas vezes, demanda um esforço maior e resultados piores do que se focar em uma parcela mais específica do público.

É comprovado com as técnicas de marketing digital que definir as suas personas traz melhores resultados para a empresa.

Isso porque você consegue oferecer um produto mais qualificado e relevante a quem realmente precisa dele. Além disso, definir o segmento de atuação da loja virtual é fundamental para o sucesso dele.

Outro passo importante, após entender e definir o público e o segmento de atuação, é o estudo do mercado. Neste momento, você deve observar a concorrência e comparar os preços e os serviços que prestam.

Estipular valores dentro da realidade do mercado é importante, não apenas para obtenção de lucro, mas também para o controle das receitas e gastos da empresa.

Você não pode cobrar um valor muito maior do que a concorrência, mas também não deve abaixar demais os preços senão pode acabar em maus lençóis com fornecedores e fabricantes.

Desta maneira, é necessário realizar o planejamento, a definição dos produtos e a pesquisa de parceiros para toda a jornada de compra e venda.

Não se esqueça também de considerar no planejamento os custos e a avaliação das empresas de entrega e de pós-venda, muito importantes para a manutenção e fidelização dos clientes.

Escolha um “produto estrela” para sua loja virtual

Quando definir um ramo de atuação e souber exatamente qual será o público do seu site e os produtos que serão comercializados, pense na concepção de um “carro-chefe” para a sua loja virtual.

Para definir o produto estrela, você deve fazer uma pesquisa de mercado e comparar, entre todos os concorrentes do seu segmento, quais os produtos mais procurados.

Faça o mapeamento do histórico de compra destes produtos e veja quais os critérios para a escolha de determinada loja.

Depois disso, é muito importante investir na divulgação desse produto. Para isso, uma boa descrição das especificações do produto com fotos atraentes é fundamental.

Torne-se especialista na venda e ofereça as melhores condições aos seus clientes, seja pelas ofertas, pela facilidade de acesso à loja ou até pela rápida entrega dos itens. Mostre que tem autoridade e que seu e-commerce sabe o que está fazendo.

Como montar uma loja virtual

Agora falando do lado prático, para abrir uma loja virtual, alguns passos devem ser seguidos.

Depois de definir o planejamento de negócio, o direcionamento dos produtos ao público e o segmento de atuação do e-commerce, você precisará montar um site. Para isso, terá que seguir 4 etapas:

1- Saiba escolher a melhor plataforma

Essa é uma escolha tão importante quanto todos os passos anteriores do planejamento.

A plataforma será a base do seu negócio, a “cara” da sua loja, e precisa ser bem elaborada. Por isso, escolha uma em que tenha liberdade para moldar a seu gosto e que seja flexível para que você possa alterar os elementos quando necessário.

Esta é uma grande vantagem dos e-commerces quando feitos em plataformas próprias. Você poderá testar e mensurar os resultados obtidos, e se não forem satisfatórios, aplicar mudanças.

Existem plataformas gratuitas e pagas, geralmente a diferença entre elas é a liberdade, ou falta de liberdade, no caso de algumas gratuitas, e o suporte que as pagas oferecem.

O lado ruim é que cobram uma porcentagem da receita, mas você já deve saber que para abrir uma loja precisará lidar com alguns custos.

Neste momento é necessário pensar a longo prazo. Sendo assim, escolha uma plataforma que permita que seu negócio avance e cresça. Algumas empresas oferecem hospedagem limitada, o que pode pausar o processo de crescimento da sua loja virtual.

Leia nosso artigo sobre como escolher uma plataforma para lojas virtuais e saiba como tomar essa decisão!

2- Registre o domínio

Extremamente importante para o sucesso da sua loja virtual, o domínio é o nome que seu site levará nos registros online. Ou seja, é o endereço nos buscadores que leva o cliente até você.

Por isso, pense bem e escolha um nome que caracterize o seu serviço e de fácil assimilação. Dessa forma será lembrado com mais facilidade pelos clientes.

3- Escolha as formas e a plataforma para pagamentos

Agora que você já tem o seu produto, sabe para quem vender, montou o seu site e registrou o domínio, chegou a hora de definir os parceiros comerciais e a forma de pagamento.

Na plataforma de seu e-commerce você conseguirá definir os meios de pagamento disponíveis, como o depósito em conta, boleto e cartão de crédito. Lembre-se de facilitar e oferecer um leque interessante de opções para o seu cliente, sem que interfira na sua estratégia e planejamento.

Existem, basicamente, duas maneiras de fazer a cobrança em lojas virtuais:

Gateways de Pagamento

Os Gateways de pagamento têm sido muito utilizados por serem uma opção que facilita as transações para o cliente. Eles possuem conexão rápida e estável com as redes adquirentes e agilizam a concretização do negócio. Agem como se fossem as “maquininhas de cartão” das lojas físicas.

Além disso, cobram apenas a taxa fixa por transação, o que os tornam uma opção mais rentável. No entanto, é preciso contratar também o serviço de anti-fraude para garantir a segurança para você e seus clientes, além de que o e-commerce precisa firmar acordos com as instituições financeiras e lidar com as adquirentes.

Outro aspecto importante é que você precisará integrá-lo à sua loja virtual. Isso demanda um pouco de conhecimento de programação, que, caso você não tenha, é preciso procurar por um especialista. Para saber como escolher um Gateway de Pagamento, leia este artigo.

Intermediadores de pagamento

Se a complexidade dos gateways te espantou, você pode optar pelos intermediadores de pagamento. A solução completa é a mais procurada por quem está iniciando um e-commerce.

Pagseguro, Paypal, Mercado Pago e Moip são alguns desses intermediadores que agem para facilitar a conclusão do processo de compra do cliente com a sua loja, dando a ele comodidade e garantindo ao lojista mais segurança, pois lida com as fraudes. Eles cobram as tarifas das formas de pagamento, como o cartão de crédito, boleto bancário e débito online, e ainda uma taxa por cada transação aprovada.

O abandono do carrinho é um grande problema enfrentado pelos e-commerces e ele costuma acontecer justamente no momento final da compra. Por isso, escolha seu parceiro comercial com cuidado e evite perder clientes. Neste artigo, falamos sobre as melhores formas de pagamento para uma loja virtual. Veja agora.

4- Cuide da logística das entregas

A logística do e-commerce é de vital importância para fidelizar o cliente, afinal, ninguém volta a comprar em uma loja onde teve uma experiência ruim.

Pensando nisso, você deverá se atentar para problemas como a manutenção e gestão dos estoques de produtos, e a entrega das mercadorias.

No primeiro caso, você pode contratar empresas ou funcionários que façam a operação logística da sua loja. Isso trará mais segurança aos seus clientes e passará a credibilidade da sua empresa.

Para o transporte, existem duas maneiras de lidar:

Correios

Utilizar os serviços dos Correios é a opção mais simples. Com suporte em todo o território nacional e com entregas internacionais, ela te ajuda a realizar os envios com preços acessíveis ou sem frete, como em alguns casos. A empresa oferece um contrato para os proprietários de e-commerces com vantagens exclusivas, como o pagamento do frete por meio de faturas, e descontos.

No entanto, existem alguns problemas envolvendo os Correios, tais como o limite de peso e dimensões do produto. Além disso, estão sujeitos a greves e paralisações.

Transportadoras

Para fugir de eventuais problemas com greves, você pode optar pelas transportadoras. Com elas, não existe limite de peso e dimensões nas encomendas e as entregas cumprem os prazos. Nestes casos você precisará contatar empresas especializadas e fechar contrato de prestação de serviços.

Por que minha loja virtual não vende?

As lojas virtuais são opções mais baratas quando comparadas às lojas físicas em que a alocação do espaço físico gera um custo considerável. Por isso, empreendedores veem com bons olhos a oportunidade de iniciar um comércio no mercado eletrônico.

No entanto, eles devem estar preparados para encarar alguns obstáculos. A visibilidade da marca é uma das maiores causas de recusa por parte dos clientes. Afinal, confiar em uma empresa que só está na internet é seguro?

Para convencer este consumidor acostumado ao modelo mais tradicional de comércio você deve investir em divulgação. Por isso é necessário entender técnicas de marketing para iniciar o processo de construção da identidade da marca no mercado. O Marketing Digital comprovadamente traz benefícios para pequenas e médias empresas.

Mas não se preocupe, existem agências especializadas que te ajudarão a fazer o planejamento dos canais de divulgação para potencializar os seus resultados.

Aqui na Olivas Digital, por exemplo, somos especialistas no desenvolvimento de lojas virtuais e Marketing Digital. Nós trabalhamos em todo o ciclo digital, desde o planejamento de sites, aplicativos ou serviço, até a criação e desenvolvimento de toda a solução necessária. Também planejamos e gerimos campanhas de marketing focada em resultados.

Nós fazemos análises apuradas sobre os pontos de falhas e traçamos estratégias de ação personalizadas. Para saber um pouco mais sobre nós, conheça nossos trabalhos.

Qual melhor plataforma?

Já dissemos antes que a escolha da plataforma é um passo importante para a concepção de uma loja virtual. Mas, para te ajudar a escolher a melhor para seu e-commerce, vamos listar algumas e explicar suas diferenças. Confira:

1- Magento

A Magento é uma plataforma gratuita especializada em e-commerce com atuação no mercado em open source, ou seja, código aberto. Com ela, você tem liberdade para alterar configurações e aspectos a seu gosto, desde que tenha conhecimento técnico para isso, é claro.

Com mais de 300 mil lojas funcionando todos os dias, a Magento é a plataforma mais utilizada no mundo inteiro. Ela possui muitas funcionalidades e permite que você crie sua loja passo a passo e controle toda a experiência de navegação do usuário.

Ela possui elementos importantes para lojas virtuais, como a navegação do produto, gestão do catálogo, gestão do frete e muito mais. A plataforma disponibiliza muitas opções de customização para que você possa escolher a que mais combina com seu negócio.

Nike, Pernambucanas e Saraiva são algumas marcas conhecidas que utilizam a plataforma Magento em suas lojas virtuais.

2- WooCommerce

De fácil utilização, o WooCommerce tem sua parcela de preferência por ser simples e usual. Ele é um plug-in gratuito para e-commerce integrado ao WordPress.

Muito seguro, a plataforma permite também a adição de novas extensões para melhorar ainda mais a experiência de sua loja. Por tudo isso, o WordPress é o CMS mais usado do mundo.

3- OpenCart

Mais uma plataforma gratuita, a OpenCart é uma das plataformas mais simples de administrar e com o melhor custo benefício do mercado.

Ela possui muitos recursos e torna a experiência do cliente simples e prática. Permite o gerenciamento de diferentes páginas e pedidos, e muitas formas de pagamento. É isso mesmo, você pode gerenciar diferentes lojas a partir da mesma interface, ou fazê-lo separadamente, a seu critério.

Em todas essas opções de plataforma você terá gastos apenas com o programador, caso opte por contratar algum para fazer o desenvolvimento de seu site.

4- Plataformas prontas

Todas as plataformas citadas anteriormente têm uma coisa em comum: Precisam de um desenvolvedor. Isso não é necessariamente ruim, já que você detém a liberdade de mudar os elementos como bem entender.

No entanto, algumas pessoas sentem-se reticentes ao descobrir que precisam gerenciar uma página. Pela falta de conhecimento técnico, acabam optando pela contratação de um desenvolvedor, o que gera um custo.

Para estas pessoas existem opções ainda mais completas. Com elas, você não precisa se preocupar com o gerenciamento e desenvolvimento de uma página e pode se focar apenas nas estratégias de negócios.

5- Loja Integrada

A Loja Integrada é uma plataforma muito utilizada por pequenos empreendedores que buscam praticidade acima de tudo. Eles não têm interesse e nem tempo para se preocuparem com a programação do site.

Esta plataforma possui uma versão gratuita, mas não oferece todos os recursos possíveis. Recomendamos investir na versão paga para não se preocupar com nada.

Com ela, você pode cadastrar os seus produtos com facilidade, adicionar formas de pagamento, integrar aplicativos, mudar as cores dos temas e muito mais. Ou seja, deixe ao seu gosto de forma rápida e prática.

A importância do conteúdo

A divulgação da sua página é o ponto chave para alavancar os seus negócios. Portanto, esteja ciente que uma boa estratégia de Marketing Digital é fundamental para alcançar o sucesso em seu e-commerce. Um braço do Marketing Digital que ajuda na melhoria das vendas é justamente o Conteúdo.

O Marketing de Conteúdo se popularizou no mercado na última década pelo crescimento exponencial do mundo virtual e explosão das ferramentas digitais. A metodologia do Inbound Marketing, junto ao conteúdo, é voltada para vendas e se mostrou uma arma poderosa para as empresas que buscam reconhecimento e destaque.

Não pretendemos explicar a fundo neste artigo os princípios do marketing digital e seus elementos. Para isso, baixe o nosso e-book gratuito de Introdução ao Inbound Marketing e saiba tudo sobre o assunto.

Pesquisas mostram que os e-commerces que adotam as estratégias de marketing de conteúdo apresentam 2,5 vezes mais visitantes em seu site e 4,9 vezes mais clientes.

Isso porque as técnicas ajudam a atrair o público ao seu site com a melhoria no rankeamento em mecanismos de busca de forma orgânica.

Outro ponto é que Marketing de Conteúdo, além de atrair, ajuda a fidelizar o seu cliente e mostra que sua marca tem autoridade no ramo em que ela se dispôs a atuar.

Isso ajuda a empresa a se relacionar melhor com o público e a torna referência no assunto. Desta forma, além de te ajudar nas taxas de conversão e evitar o abandono do carrinho, essa estratégia fortalece os vínculos do seu e-commerce e o faz prosperar.

Diferença entre Marketplace e e-commerce

Se você está se preparando para abrir uma loja virtual, precisa se atentar às diferenças entre marketplaces e e-commerce.

Algumas pessoas costumam se confundir quanto ao significado de cada uma delas e podem até achar que são sinônimos. Não cometa este erro!

A diferença básica entre elas é o que as tornam totalmente diferentes, ainda que busquem exercer um papel semelhante no ambiente digital.

Enquanto o e-commerce é uma loja destinada a um público para a venda exclusiva de produtos e serviços de uma só empresa, os marketplaces fazem o inverso.

Nesta plataforma, diferentes lojistas são capazes de integrar os recursos para comercialização de produtos em um mesmo lugar. Ou seja, enquanto o e-commerce é uma loja de uma empresa específica, os marketplaces são como as vitrines de um shopping.

Para exemplificar as definições de cada um, vamos aos casos:

Nike x Netshoes

Neste exemplo, temos de um lado o e-commerce da Nike e do outro o marketplace da Netshoes. Mas você entende o por quê?

Se você acessar o site da Nike encontrará uma loja personalizada e estruturada pela empresa. No catálogo dos produtos, encontrará seções variadas com os produtos que ela oferece. Perceba que em todos os casos haverá apenas a opção de produtos da marca.

Simples, não é mesmo? Podemos dizer então que o e-commerce é a loja virtual de uma marca que vende produtos apenas da sua marca.

Agora veja a diferença quando falamos sobre a Netshoes. No site da empresa, assim como no da Nike, vemos divisões de categorias de produtos distintas para melhorar a experiência de navegação do usuário.

Ao clicar sobre determinado item, a página de destino se abrirá. Perceba agora que logo abaixo dos valores e condições de parcelamento do produto estará escrito algo como Vendido e Enviado por determinada empresa.

Isto quer dizer que a Netshoes é um marketplace, pois abre sua plataforma e permite que diferentes fornecedores divulguem e comercializem diretamente de dentro do site.

Nestes casos, os responsáveis pelo fornecimento e envio do produto são as empresas que estão anunciando, e não necessariamente a própria Netshoes. Entendeu o conceito de vitrine?

Como funciona o Marketplace

Agora que você já entende a diferença entre o e-commerce e o marketplace, está na hora de saber melhor como são os processos deste outro conceito de comércio eletrônico.

Para ter os produtos de sua loja divulgados pelos marketplaces, você deve cadastrar a sua empresa e o seus produtos na plataforma em que deseja anunciar.

Lembre: faça uma descrição completa e forneça imagens atraentes e de qualidade para que seu produto seja visto e desejado.

Os marketplaces disponibilizam o formulário para inscrição com informações básicas sobre sua empresa e produtos. Você deve aguardar a análise da instituição para assinar o contrato.

Nele, é preciso especificar o nível de divulgação que pretende contratar da empresa. Com base nessas informações, o marketplace gera a taxa de comissão referente à divulgação prestada que pode variar de 9,5% a 30% do valor de cada venda realizada.

Sendo assim, fique atento e estude o seu planejamento para avaliar a viabilidade da contratação deste serviço para sua empresa.

Lembre-se de que este processo vai unir a imagem do seu negócio a uma outra, então escolha com sabedoria aquela cujo público, interesse e segmento estejam alinhados ao seu.

Agora que você já sabe tudo sobre as lojas virtuais, chegou a hora de colocar a mão na massa. Se não souber como fazer, entre em contato conosco. Nós poderemos te ajudar!

Fred Carbonare

Co-fundador da Olivas Digital e responsável por Vendas, Gestão e Marketing Digital. Atua com produtos digitais há 20 anos e é especialista em planejamento, métricas e integrações entre ferramentas

Publicado em 17/02/2021