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Pagamento recorrente e a crise do Coronavírus

O aumento dos serviços por assinatura, que utilizam o modelo de pagamento recorrente, é uma tendência global.

Com a crescente popularidade das plataformas de streaming de conteúdo, empresas de diversos segmentos enxergaram o modelo (assinatura) como uma oportunidade de negócio sustentável.

Um dos pontos positivos desse novo mundo é a previsibilidade da receita. Afinal, ao saber quantos clientes recorrentes sua empresa possui, fica mais fácil estimar o seu lucro.

Além disso, a facilidade do pagamento recorrente (utilizando cartões e cobranças automáticas) pode ajudar ainda mais a manter um cliente na carteira e isso é ainda mais importante no momento de crise em que vivemos.

Porém, com a crise econômica causada pela pandemia do Coronavírus, surgiram dúvidas sobre como as empresas que faturam com o pagamento recorrente irão sobreviver. Isso porque a desaceleração da economia pode significar aumento da inadimplência e cancelamento das assinaturas.

Para falar um pouco mais afundo sobre esse assunto, analisaremos alguns dados.

Serviços por assinatura mantêm tendência de crescimento em meio à pandemia

A Vindi, plataforma de pagamento recorrente, registrou em março o crescimento de 31,5% nos segmentos de assinaturas digitais e SaaS. Os números vão na contramão de outros setores que operaram em baixa e tendem a perder ainda mais força no mercado.

Esse fato pode ser explicado pelo crescimento da demanda, uma vez que mais pessoas estão em casa, em quarentena. Pode-se dizer que o isolamento impulsionou a busca pela assinatura de serviços.

Outro nicho do mercado que sentiu efeitos positivos foi o de ONGs e associações religiosas. Elas utilizam a plataforma para receber doações recorrentes e tiveram aumento de 11%.

Para conferir os dados, que foram divulgados na Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios, clique aqui.

Negócios com pagamento recorrente são menos afetados

Empresas com receita recorrente (assinaturas) sofrem menos com a crise. Aqui devemos dar ênfase à palavra MENOS (não quer dizer que não sofram), e levar em consideração o objeto de comparação, que no caso são as empresas que dependem de vendas pontuais.

A crise econômica anunciada deve prejudicar a maioria dos segmentos, porém, negócios que utilizam o modelo de pagamento recorrente têm vantagens nesse cenário.

Empresas que fazem cobrança automática demoram mais para sentir a evasão dos clientes. Planos, mensalidades e assinaturas cobradas automaticamente são mais difíceis de se desfazer do que de uma nova compra.

Porém, essa condição está ligada diretamente à forma de pagamento utilizada nos contratos. Pagamentos via cartão de crédito e débito automático são mais prováveis de sobreviverem ao corte de gastos. Já os pagamentos via boleto bancário são os que mais sofrem em uma crise.

Portanto, mesmo que você viva de pagamento recorrente, se não utiliza o meio de cobrança adequado para a situação, provavelmente perderá receita.

Dicas para lidar com a crise

Agora que já vimos como o cenário de crise pode ser generoso com as empresas que oferecem pagamento recorrente, precisamos falar sobre as medidas que devem ser utilizadas para comprovar a teoria na prática.

Mesmo que as projeções não sejam tão pessimistas assim para sua empresa, é preciso estar atento à realidade e aplicar estratégias mais assertivas nesse momento.

1.   Cuidado com o fluxo de pagamento

Essa é a hora de conferir os seus processos internos e garantir que esteja funcional. Fique atento ao fluxo de pagamentos, para que os clientes sejam cobrados em tempo e não haja perda de receita por falhas.

Utilizar um software de gestão, com funcionalidade de pagamento recorrente e relacionamento, pode contribuir para isso. Se você ainda não possui um, conheça o OD Vendas.

2.   Invista em ações de relacionamento

Já não é novidade que o relacionamento é uma etapa fundamental na jornada do cliente. Ele faz parte da estratégia de fidelização e é de extrema importância, ainda mais para empresas com receita recorrente.

Nesse momento, precisamos estar ao lado dos clientes para auxiliá-los e para mostrar por que ele deve manter o contrato.

3.   Analise os seus produtos

É a hora de analisar o seu portfólio e, se preciso, fazer adaptações que compreendam o momento. Para isso, se faça algumas perguntas:

– Os planos que ofereço fazem sentido?

– Quais produtos meus clientes mais precisam?

– Posso fazer mais pelo meu cliente?

Talvez você já tenha a solução da qual seus clientes precisam e isso pode estimular novas vendas na base de clientes.

4.   Reforce a presença digital

A quarentena obrigou as empresas a adotarem o home office e isso fez crescer o número de pessoas conectadas. Por isso, é fundamental que você esteja presente nos canais digitais oferecendo conteúdo de qualidade para ajudar os clientes atuais e, quem sabe, trazer novos clientes.

5.   Adote ferramentas de automação

Se a sua empresa ainda não integra seus departamentos, você está perdendo produtividade. A integração ajuda a aumentar a eficiência nos processos internos, melhora a rotina dos funcionários e causa impactos positivos no resultado final.

Além disso, você pode adotar recursos que integrem as vendas e o relacionamento, como o OD Vendas. O sistema foi desenvolvido para gerenciar assinaturas e pagamentos e conta com integração com o RD Station, ferramenta que automatiza as ações de relacionamento com o cliente e ajuda a analisar oportunidades de negócios.

Caso você precise de ajuda, nós estamos aqui para te auxiliar nesse momento complicado de crise. Entre em contato e vamos bater um papo.