Durante anos, seu site ou sistema funcionou. Ele sustentou campanhas, operações internas e integrações básicas. O problema é que o que funcionava no passado pode estar, silenciosamente, limitando o crescimento do negócio hoje.

Sites e sistemas legacy, aqueles construídos com tecnologias antigas, arquiteturas rígidas ou sem governança, não costumam “quebrar” de uma só vez. Eles envelhecem mal: ficam lentos, caros de manter, difíceis de integrar e cada vez mais arriscados para a operação.

Em um cenário onde marketing, vendas, dados e tecnologia precisam evoluir juntos, manter um site legacy é mais do que uma decisão técnica; é um risco estratégico.

O que caracteriza um site ou sistema legacy hoje?

Um ambiente legacy não é definido apenas pela idade do código, mas pelo grau de limitação que ele impõe ao negócio. Em geral, ele apresenta um ou mais desses sinais:

  • Tecnologias desatualizadas ou fora de suporte
  • Dificuldade para integrar com CRM, ERP, mídia paga, automações e APIs modernas
  • Performance instável, principalmente em picos de acesso
  • Dependência excessiva de poucos profissionais ou fornecedores
  • Ciclos longos para qualquer alteração
  • Falhas de segurança recorrentes ou risco de vulnerabilidades conhecidas
  • UX ruim para usuários internos (backoffice, operação, marketing)

Segundo relatório da IBM, sistemas legacy são responsáveis por grande parte do custo operacional de TI, consumindo até 70% do orçamento apenas para manutenção, restando pouco espaço para inovação

Os riscos reais de manter um site legacy em operação

1- Segurança e compliance em risco constante

Sistemas antigos costumam operar com bibliotecas, frameworks e servidores sem atualizações regulares. Isso amplia a superfície de ataque.

O relatório Verizon Data Breach Investigations Report (DBIR) mostra que a exploração de vulnerabilidades conhecidas continua entre os principais vetores de incidentes de segurança, muitas vezes em sistemas desatualizados.

Além do risco técnico, há o risco jurídico (LGPD), especialmente quando o site lida com dados de clientes, leads e transações.

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2- Performance que afeta diretamente conversão e receita

Performance não é detalhe técnico, é fator de negócio.

O Google aponta que:

  • Quando o tempo de carregamento passa de 1 para 3 segundos, a taxa de rejeição pode aumentar em até 32%
  • Páginas lentas impactam negativamente conversão, SEO e mídia paga

Sites legacy geralmente não foram projetados para:

  • Core Web Vitals
  • Mobile-first
  • Alto volume de scripts, pixels e integrações de marketing

Resultado: campanhas mais caras e menos eficientes.

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3- Incompatibilidade com ferramentas modernas de marketing e dados

Marketing digital moderno depende de integração:

  • CRM
  • Plataformas de automação
  • BI
  • Mídia paga
  • Ferramentas de CRO
  • Personalização de conteúdo

Sites legacy dificultam ou inviabilizam essas integrações. Muitas vezes, cada nova conexão vira um “remendo”, aumentando a instabilidade e custo.

A McKinsey aponta que empresas com dados integrados e arquitetura moderna são 23 vezes mais propensas a adquirir clientes e 19 vezes mais propensas a serem lucrativas.

4- Baixa agilidade: o digital vira gargalo, não alavanca

Em ambientes legacy:

  • Pequenas mudanças levam semanas
  • Deploys são arriscados
  • Marketing depende de TI para tudo
  • Inovação é postergada

Isso cria um efeito comum: o negócio cresce, mas o digital não acompanha.

O relatório State of DevOps, da Google Cloud, mostra que organizações com pipelines modernos e boa arquitetura entregam mudanças até 46 vezes mais rápido e com muito menos falhas.

Por que migrar não é “trocar o site”, mas modernizar a base digital?

Migrar de um site legacy não é apenas mudar layout ou CMS. É reconstruir a infraestrutura digital para sustentar o crescimento.

Uma migração bem-feita envolve:

Empresas que tratam migração como projeto estratégico, e não como troca estética, colhem ganhos em produtividade, performance e previsibilidade.

Como migrar de forma segura?

1- Diagnóstico antes de qualquer linha de código

Antes de migrar, é fundamental mapear:

  • Fluxos críticos de negócio
  • Integrações existentes
  • Gargalos de performance
  • Riscos de segurança
  • Dependências técnicas e operacionais

Esse diagnóstico evita o erro clássico: migrar problemas antigos para uma tecnologia nova.

2- Arquitetura modular e escalável

A migração deve priorizar:

  • Separação clara entre front-end, back-end e integrações
  • APIs bem definidas e versionadas
  • Redução de acoplamento
  • Facilidade para futuras evoluções

Isso permite escalar sem precisar “refazer tudo” a cada novo ciclo de crescimento.

3- Migração gradual

Uma boa prática é usar estratégias como o Strangler Pattern, onde partes do sistema legacy são substituídas aos poucos.

Assim:

  • O site continua operando
  • Riscos são controlados
  • Aprendizados são incorporados durante o processo

4- SEO, dados e performance como requisitos de negócio

Migrar sem perder SEO, dados e histórico é obrigatório.

Isso inclui:

  • Redirecionamentos corretos
  • Preservação de URLs estratégicas
  • Otimização de Core Web Vitals
  • Validação de tracking, eventos e integrações

Segundo o próprio Google, migrações mal conduzidas podem gerar quedas severas de tráfego orgânico quando SEO não é tratado como parte do projeto.

5- Governança e automação desde o início

Uma infraestrutura moderna precisa nascer com:

  • CI/CD
  • Padrões de código
  • Observabilidade
  • Documentação
  • Governança clara

Isso evita que o “novo” vire legacy em poucos anos.

O resultado esperado de uma migração bem executada

Empresas que modernizam seu stack digital costumam observar:

  • Maior velocidade de execução de marketing
  • Melhor performance e conversão
  • Redução de custos operacionais
  • Facilidade para integrar novas ferramentas
  • Base tecnológica preparada para escalar

Ou seja: o digital deixa de ser um freio e volta a ser motor de crescimento.

Sites legacy custam mais do que parecem

Manter um site ou sistema legacy raramente é uma decisão consciente, é uma herança que vai ficando. Mas, em 2026, o custo da inércia é alto demais.

Migrar com segurança, governança e visão estratégica não é só uma decisão técnica. É uma decisão de negócio.

Se o seu site hoje limita integrações, performance e agilidade, o problema não é o marketing, nem a ferramenta: é a base.

E base fraca não sustenta crescimento.

Se precisar de ajuda para construir e migrar seu site, fale com nosso time.